segunda-feira, 21 de março de 2016

Gendai Shopping Paulista

Estive ontem no Gendai do Shopping Paulista (ou Shopping Pátio Paulista, que fica na Rua 13 de Maio), e a experiência não foi das melhores.

Pedi um Teishoku Crispy e um Spicy Fish Domburi, ambos para viagem:


Fiz o meu pedido às 18:10hs e, após esperar por quase meia hora, fui ao balcão perguntar o que havia acontecido, uma vez que as pessoas que pediram após mim já tinham recebido seus pratos. Achei demorado, uma vez que trata-se de um "restaurante de shopping", meio que ao estilo fast-food, onde não se espera mais do que 10 ou 15 minutos pelo prato. Além disso, pedi dois pratos relativamente comuns, e não algo fora do cardápio. Eram 2 frituras, com legumes e arroz. Simples assim.

Chegando ao balcão, verifiquei que havia 2 sacolas em cima do mesmo, e presumi que eram os meus pedidos. O diálogo com a atendente, cujo nome não sei (mas que era visivelmente desprovida de habilidade no trato com as pessoas), deu-se da seguinte forma:

Atendente: Pois não?
Eu: Estou esperando o meu pedido há quase meia hora, seriam esses?
Atendente: Você pediu teishoku e domburi?
Eu: Sim.
Atendente: (conferindo o pedido)
Eu: Faz tempo que esses pedidos estão aqui?
Atendente: O teishoku sim (e virou as costas, e foi embora fazer outras coisas).

Emocionado com tamanha simpatia, peguei as sacolas e fui embora.

Chegando em casa, qual não foi a minha surpresa quando vi que um dos pratos estava incompleto. Segue uma foto do que deveria ser o Teishoku Crispy (segundo o próprio site deles):



Segue a foto do meu prato, organizadamente incompleto:



Creio que não é preciso ser pós-graduado em jogo dos 7 erros para verificar que tem algo faltando no prato (ONDE ESTÃO OS MEUS 4 SKIN URAMAKI?), bem como o artifício utilizado para tentar encobrir grosseiramente a falha (espalhar os 5 pedaços de peixe pela bandeja). O atendimento sofrível a gente até acaba (erroneamente) aceitando para evitar conflitos desnecessários, mas incompetência e/ou má-fé, não.

Portanto, se vocês forem ao Shopping Paulista, evitem o Gendai, para não perderem tempo, paciência e dinheiro.


******************** UPDATE 26/03/2016 ********************

Logo após a publicação deste post, a assessoria de imprensa da rede entrou em contato comigo, para que eu pudesse conversar diretamente com a gerência.

O gerente de área, Sr. Ricardo, entrou em contato comigo por telefone. Ele foi bastante educado e solícito, e me convidou a retornar ao restaurante, para que eu possa atestar a melhoria na qualidade do serviço.

Pretendo retornar em breve ao estabelecimento, e assim que o fizer posto uma atualização por aqui.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pub Kei

Há tempos eu estava querendo conhecer esse restaurante, localizado no piso superior do Top Center.

Chegamos no "horário de pico" do almoço e, apesar de haver algumas pessoas na fila, não esperamos muito para conseguir uma mesa. A fila fica organizada do lado de fora, e constantemente um funcionário fica de olho para ir acomodando os clientes, de forma bem ágil, à medida que as mesas vão sendo desocupadas.

O restaurante possui dois ambientes principais: um deles com mesas e cadeiras, e outro com mesas e pequenas poltronas, que foi onde ficamos. As poltronas eram confortáveis, mas tinham um defeito: não eram cadeiras. Pois é, acredito que uma poltrona seja feita para descansar, assistir TV, ler uma revista. Para fazer uma refeição à mesa, acredito que a cadeira seja um objeto mais apropriado.

Depois descobri que, no jantar, o espaço vira uma espécie de "salão de karaokê", onde as pessoas comem petiscos, ingerem bebidas à base de álcool e exteriorizam o seu talento musical (ou algo próximo disso). Portanto, nesse caso as poltronas até que fazem sentido.

Voltando ao nosso almoço: os pratos chegaram de forma rápida e, tão importante quanto isso, chegaram todos juntos à nossa mesa. Nos restaurantes que costumo frequentar na hora do almoço, é comum os pratos da mesa chegarem em momentos diferentes, obrigando-nos a ficar assistindo o nosso colega atacar o prato, ou então a ficarmos sem graça, comendo devagar, esperando o prato do colega chegar à mesa. Mas aqui o timing foi perfeito.

Mas enfim, voltando novamente ao almoço: a especialidade da casa é teishoku, mas há também curry (ou karê, para os mais íntimos), yakisoba, udon e lamen. O prato do dia era teishoku de frutos do mar:


Eu pedi o teishoku de korokke (croquete de batata com carne moída), que acompanha arroz, missoshiru, e uma pequena porção de pepino e espinafre, ambos em conserva. De sobremesa, pedaços de melancia.



O croquete estava simplesmente espetacular. A "casquinha" era grossa, bastante crocante por fora, e estava macio e suculento por dentro. Muito bom mesmo, um dos melhores que já comi (melhor inclusive que os do Bueno, e olha que os croquetes de lá também são ótimos). Destaque também para o molho da salada, que parecia ser feito à base de missô (pasta de soja) e gergelim, bastante saboroso.



Pedimos também yakisoba, que veio personalizado: sem cebola e sem pimentão, exatamente de acordo com o que um dos colegas havia pedido.

Onde: Av. Paulista, 854 (Top Center) - piso superior.
Quanto: teishoku de korokke por R$ 36,00; teishoku de frutos do mar por R$ 52,00.
Ponto positivo: qualidade da comida; atendimento; agilidade na chegada dos pratos.
Ponto negativo: as poltronas são um pouco desonfortáveis para uma refeição à mesa.
Vale a pena? Os preços não são muito populares, por assim dizer, mas a qualidade é muito boa. Pra ir de vez em quando, certamente compensa.

domingo, 20 de abril de 2014

Mosaico Sanduberia

Uma metrópole como São Paulo possui uma quantidade e variedade de restaurantes absurdamente gigantesca. Nesse cenário de grande concorrência, abrir um estabelecimento que seja diferente e inovador, mas ao mesmo tempo interessante e com bom custo-benefício não é das tarefas mais fáceis. Muito pelo contrário.

Apesar disso, é exatamente isso o que surgiu aqui. Trata-se de uma sanduicheria, como tantas outras, mas com um pequeno detalhe que faz todo o negócio ser genial: os sanduíches são pequenos.

Antes que você comece a dar gargalhadas ou pense que estou com uma severa deficiência de alguma vitamina no cérebro, aqui vai a explicação: os sanduíches são menores, mas também são bem mais baratos. E mais, aqui há 84 sabores diferentes deles. Ou seja, o grande diferencial da casa é que é possível experimentar vários sanduíches diferentes, inclusive sabores doces, mas sem ficar com o estômago exageradamente cheio nem com o bolso exageradamente vazio.

O pão tem aproximadamente 40 gramas (menor que um pão francês mas maior que uma bisnaguinha). Pedimos o combo Livre Escolha, onde você escolhe 15 sanduíches diferentes pagando 50 reais. Aqui pede-se pelo número do sanduíche e, dentre os sabores que escolhemos, estavam os números 71 (iscas de frango, creamcheese, bacon, alface e molho teriyaki), 75 (carne seca, catupiry e champignon) e 15 (mortadela e pesto de manjericão). Há opções doces também, e um dos que pedimos foi o sanduíche de maçã com canela.


Por mais 50 centavos (por sanduíche) você transforma o sanduíche "normal" num panini. Ele é prensado, e por isso chega à mesa quentinho e tostado. Recomendo estes ao invés do sanduíche "não-panini". Abaixo, o número 82, versão panini: rosbife, provolone, cebola caramelizada e alface.



Há outro ponto bastante interessante: você escolhe os sabores na própria mesa, de forma tranquila, consultando o cardápio e anotando o seu pedido numa comanda. Depois, basta entregar a comanda no caixa e aguardar o pedido chegar à mesa. É bem diferente de muitos restaurantes na região, onde o garçom entrega o cardápio e fica ali parado na sua frente, pressionando-o silenciosamente para que o pedido seja feito o mais rápido possível.



Onde: Av. Brigadeiro Luis Antônio, 1164.
Quanto: cada sanduíche custa de 3 a 5 reais, dependendo do recheio.
Ponto positivo: atendimento, variedade de sabores, custo-benefício.
Ponto negativo: os pães "não-panini" poderiam estar um pouco mais fresquinhos, em termos de crocância; alguns estavam um pouco muchos.
Vale a pena? Muito. Por um valor bastante em conta é possível provar uma variedade grande de sabores.
Site oficial: http://mosaicosanduberia.com.br/

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ilhabela

Para muitos, praia é sinônimo de calor, diversão e muita gente animada. Para outros significa calor infernal, muvuca, e fila em todos os lugares. Eu não sou exatamente o maior fã de todos os tempos da praia, talvez pela lembrança de ter ficado inúmeras ocasiões com queimaduras cruéis devido ao uso insuficiente (ou uso algum) de protetor solar. Entretanto, reconheço que não há nada que substitua colocar os pés na areia, inspirar profundamente e simplesmente contemplar o mar. E considerando que passo o dia me bronzeando na lâmpada fluorescente do escritório, e vou e volto para casa contemplando as paisagens dos túneis do metrô, a praia é realmente um paraíso.

Ao conhecer este bar/restaurante, no mesmo instante lembrei-­me da praia. O mesmo possui um clima bastante litorâneo: móveis rústicos, utilização de madeira nos ambientes e decoração com muitos elementos marítimos.

Aqui você escolhe o prato principal e mais 3 acompanhamentos. Optei pelo filé de coxa e sobrecoxa, acompanhado por arroz, feijão e creme de milho. A salada é cortesia, vem numa quantidade até que bacana, e destaque para a presença de palmito, ainda que pequeno.


Para quem tem as pernas compridas e/ou costuma comer com "as asas abertas" (tradução: gente espaçosa), uma boa notícia: as mesas são bem grandes, então há espaço de sobra para pratos de comida e cotovelos (o seu e o do vizinho) conviverem harmoniosamente.

Onde: Alameda Campinas, 720.
Quanto: filé de coxa e sobrecoxa a R$ 20,00.
Ponto positivo: mesas grandes e ambiente espaçoso.
Ponto negativo: a iluminação do local não é das mais eficientes. Talvez seja proposital, mas a meu ver é sempre interessante saber o que está se comendo.
Vale a pena? Sim, mesmo que a sua intenção não seja lembrar-­se da praia.
Site oficial: www.ilhabelabar.com.br

domingo, 23 de março de 2014

May Pâtissière

Nos últimos anos, uma tendência crescente no mercado de doces foi o surgimento de uma quantidade significativa de lojas vendendo os chamados doces gourmet.

Para quem não sabe, um doce gourmet nada mais é que um doce popular, mas feito com ingredientes frescos e de primeira linha. Além disso, há uma preocupação maior com a questão estética e o uso de técnicas diferenciadas no preparo. Brigadeiro-gourmet, cupcake-gourmet, etc, são bons exemplos.

Os doces gourmet costumam ser mais caros que os doces "comuns", por assim dizer, mas se você achou que eles são os mais caros, cuidado. Há os doces da chamada 'alta gastronomia'. Esta também utiliza ingredientes frescos e de primeira linha, preocupa-se com a questão estética e utiliza técnicas diferenciadas no preparo. Todavia, há uma grande diferença: neste caso, os doces não são populares. Portanto, para saber se o doce é caro gourmet ou não, basta atentar para o nome do mesmo. Não chega a ser uma regra, mas é uma tendência. Se for um nome popular/conhecido (brigadeiro, cupcake, mousse, torta, etc), trata-se de um doce gourmet. Mas se for um nome diferente como 'Ogaden' (what?), ou longo como 'Grand Royal New York Supreme Deluxe Cheesecake', pode sair caro pro bolso. Afinal, se ele foi batizado com esse nome longo e pomposo é porque o criador do mesmo o considera como um filho. E ninguém vai vender um filho a preço de banana, correto?

Cuidado também com os doces com nome francês, como 'Le coquelicot', 'La tarte aux fruits rouges', 'La bomboniére du abajour', 'Le postiche du lingerie', e assim por diante. A chance de serem caros é grande. Uma exceção é o 'Petit gateau', que não é tão caro (mas que também não é francês, como diria um grande amigo franco-nipo-brasileiro).

Aqui nesta loja encontrei uma mistura de doces-gourmet e doces da alta gastronomia. O ambiente é pequeno, mas bem ajeitado. Ah, e os doces são caros.

Experimentei o bolo de manga e coco: levíssimas camadas de pão de ló recheadas com creme de coco e cobertas por mousse de manga. O doce é leve e saboroso, e a combinação de coco e manga foi excelente. Muito bom mesmo.


Experimentei também o Pommes: mousse de chocolate branco recheado com compota de maçã e bolo de canela. Achei que este doce estava apenas "ok". O visual é bacana, elegante e intrigante, mas o sabor não estava tão bom como o bolo de manga e coco.



Onde: Alameda Campinas, 1027.
Quanto:  bolo de manga e coco por R$ 14,00; Pommes por R$ 16,00.
Ponto positivo: qualidade.
Ponto negativo: preço.
Vale a pena? Os doces são bons, mas não sei se isso justifica serem tão caros. Comparo essa situação a lojas que vendem tênis por 600 reais, por exemplo. Tudo bem, o calçado até pode ser bom, com tecnologia de ponta e tal, mas 600 reais? Por acaso o tênis vai correr por você?
Site oficial: http://maypatissiere.com.br/